7 erros comuns no cuidado da tua mascote (e como evitá-los)

Cuidado com animais de estimação

A rua, e sobretudo as redes sociais, estão cheias de tutores que se consideram e dizem ser responsáveis.

Mas, na realidade, na clínica diária e sobretudo fora dela, deparamo-nos com muitos que cometem erros (sabendo-o ou não), mais ou menos importantes, mas todos eles facilmente evitáveis com um pouco de vontade e informação.

Ter uma mascote não passa apenas por dar afeto e evitar que passe fome e frio. Cuidados corretos irão melhorar a sua qualidade de vida e ajudarão a que nos acompanhe durante mais anos e em melhores condições.

Os erros mais frequentes são:

Consultas veterinárias: a base para prevenir problemas de saúde

❌ 1. Não fazer consultas veterinárias periódicas

É habitual acreditar que se a mascote não apresenta sinais de doença e parece estar bem, não é necessário ir à clínica. E há muitos cães, e sobretudo gatos, que não lá vão durante anos.

O problema é que muitas doenças não apresentam sintomas até estarem já muito avançadas. Por isso, as consultas frequentes podem ajudar a detetá-las numa fase inicial, permitindo tratá-las a tempo e melhorar muito o prognóstico.

Por norma, tanto o cão como o gato devem ir a consulta uma vez por ano, momento em que também se aproveita para realizar a revacinação anual.

Quando entram na fase sénior e, sobretudo, se surgirem patologias crónicas, pode ser necessário realizar esta consulta a cada 6 meses.

Veterinário a realizar uma consulta a um cão

Alimentação, vacinas e desparasitação: três pilares do cuidado da tua mascote

❌ 2. Alimentação incorreta ou sem controlo da quantidade

Embora cada vez menos, ainda existem tutores que não dão a devida importância à dieta das suas mascotes, oferecendo rações de baixa qualidade, restos de comida ou quantidades inadequadas, o que pode provocar obesidade ou problemas digestivos, entre outros.

Por vezes é desinteresse, mas muitas outras é falta de informação. Não são poucos os tutores que acreditam estar a dar uma boa alimentação quando na realidade não é. Ou, não sendo má, não é adequada às características específicas da sua mascote.

Nos últimos anos, a tendência das dietas BARF ou comida natural cozinhada leva muitos tutores, com as melhores intenções, a oferecer dietas naturais, sim, mas desequilibradas, com excesso ou défice de nutrientes essenciais, o que pode ser contraproducente.

O melhor, antes de arriscar (com grande probabilidade de errar), é consultar o veterinário sobre qualquer mudança na alimentação. Caso se pretenda formular uma dieta caseira, pode ser necessário um veterinário especializado em nutrição.

❌ 3. Não seguir o calendário de vacinação

Não é raro acreditar que não há problema em falhar uma revacinação anual ou simplesmente não vacinar: “Se o meu gato não sai de casa” ou “Os cães não precisam de tantas vacinas”.

A imunidade obtida com a vacinação tem uma duração limitada, variável consoante a vacina, e após esse período a mascote fica exposta a doenças graves.

É fundamental seguir o calendário indicado pelo veterinário e manter a revacinação em dia.

❌ 4. Esquecer a desparasitação ou não a realizar

Devemos seguir a orientação do veterinário para a desparasitação externa, sobretudo nas épocas de maior risco.

Quanto à desparasitação interna, pode optar-se por fazê-la preventivamente várias vezes por ano ou realizar previamente uma coprologia (análise de fezes) para verificar se é realmente necessária e, sendo, identificar o parasita específico a tratar, evitando tratamentos desnecessários.

Exercício, estimulação mental e socialização para uma mascote equilibrada

❌ 5. Falta de exercício e estimulação mental

Muitas vezes isto leva a comportamentos destrutivos, ansiedade e problemas de saúde.

É importante adaptar o número e a duração dos passeios às necessidades de cada mascote, não só para evitar o excesso de peso e cuidar da saúde física, mas também para cuidar da saúde mental. Poder correr, socializar, brincar ao ar livre e libertar energia é fundamental para o seu equilíbrio e felicidade.

Cuidado da tua mascote ao ar livre com uma corda

❌ 7. Não socializar corretamente

Muitos dos problemas de comportamento atuais devem-se a uma socialização inadequada em idades precoces, sendo fundamental entre as três semanas e os três meses.

É frequente que, por receio de doenças antes de completar o plano vacinal, o cachorro saia pouco ou nada, e que, quando sai, não se relacione com pessoas, animais ou ambientes numa fase em que são especialmente recetivos.

Isto traduz-se muitas vezes em medo, insegurança e até agressividade na idade adulta.

Nunca automediques a tua mascote sem consultar o veterinário

❌ 6. Automedicar sem consultar

Um clássico que, como já referimos, mesmo feito com as melhores intenções pode ter consequências muito graves ou fatais, mesmo em pequenas doses.

Nunca devemos administrar medicamentos sem indicação veterinária.

Na maioria dos casos, estes erros acontecem por descuido e falta de informação. O cuidado da tua mascote não é complicado, mas exige conhecimento e consistência.

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