Como proteger o seu cão da leishmaniose

Como prevenir a leishmaniose nos cães

Noutros artigos falámos sobre a Leishmaniose; o que é, como se contrai e como tratá-la através da alimentação, que, no fundo, é aquilo que nos diz respeito na Lenda.

Mas hoje vamos falar concretamente de como preveni-la, ou pelo menos tentar, já que nenhum método é 100 % eficaz.

A doença é causada por um parasita (Leishmania infantum) que se transmite através da picada de um pequeno inseto, o flebótomo, cuja atividade aumenta especialmente entre a primavera e o outono, embora em zonas quentes possa estar presente durante grande parte do ano.

A boa notícia é que a prevenção é bastante eficaz, sobretudo quando são combinadas várias medidas de proteção.

Existem diferentes métodos de proteção que poderíamos agrupar em três grandes grupos.

Como reduzir a presença do flebótomo em casa e no exterior

Obviamente, para que pique, tem de haver mosquito, pelo que, se reduzirmos a sua presença, a picada será menos provável.

Em relação à casa:

  • – Instalar redes mosquiteiras nas portas e janelas.
  • – Evitar, na medida do possível, abrir portas e janelas ao anoitecer. Embora não sejam tão atraídos pela luz como outros mosquitos, estão mais ativos durante a noite e o risco é maior.
  • – Manter os pátios e jardins limpos.

Os métodos frequentemente utilizados para outros mosquitos, como difusores elétricos ou repelentes à base de citronela, não são específicos para este flebótomo e a sua eficácia parece ser limitada.

Em relação ao exterior:

  • – Evitar zonas com abundante matéria orgânica húmida onde os insetos se possam refugiar.
  • – Evitar passeios durante a noite sempre que possível e deixar que durma no interior, especialmente durante os meses de maior atividade do vetor.

Repelentes contra o flebótomo: coleiras e pipetas

Este é o ponto mais importante, já que a sua presença em algumas zonas e épocas é inevitável. Devemos focar-nos em repeli-lo e evitar que pique o nosso animal de companhia.

NEM todas as pipetas e coleiras repelem o mosquito, é importante ter isto em conta e confirmar. E não esquecer que REPELEM, mas não conseguem prevenir a picada a 100 % nem atuar contra ela.

Em relação às coleiras, teríamos Scalibor, Seresto, Prevendog e Merlin.

Em relação às pipetas: Advantix, Vectra 3D, Frontline Tri-Act e Effitix.

Atenção. A permetrina é tóxica para os gatos. Nunca devem ser aplicadas em gatos pipetas que contenham permetrina, nem se deve permitir que um gato tenha um contacto próximo com um cão recém-tratado até que o produto tenha secado completamente.

Em zonas endémicas, recomenda-se manter a proteção durante toda a temporada de atividade do flebótomo e, inclusivamente, durante todo o ano em áreas com invernos amenos.

Flebótomo — como prevenir a leishmaniose nos cães

Vacinação e consultas veterinárias para prevenir a leishmaniose nos cães

Atualmente existem vacinas que ajudam o sistema imunitário a combater a doença quando o cão entra em contacto com o parasita, ou seja, depois da picada.

É importante saber que:

  • A vacina não evita a picada do flebótomo. Reduz o risco de desenvolver a doença depois de o cão ser picado, pelo que nunca substitui os repelentes e o ideal é combinar ambos os métodos.
  • – Antes da vacinação, costuma ser necessário realizar um teste para verificar se o cão já está infetado.

A melhor prevenção contra a leishmaniose combina os dois pilares: repelentes eficazes —coleira ou pipeta— para tentar evitar a picada e vacinação, quando for indicada, para que, em caso de picada, o sistema imunitário consiga defender-se da melhor forma possível, ajudando a reduzir a probabilidade de o cão desenvolver a doença e podendo diminuir a gravidade dos sinais clínicos caso ocorra a infeção.

Além disso, destacaríamos a necessidade de realizar consultas veterinárias periódicas, já que muitos cães podem estar infetados durante meses sem apresentarem sintomas.

Uma análise ao sangue periódica permite detetar a doença de forma precoce e começar o tratamento o mais rapidamente possível, melhorando consideravelmente o prognóstico.

E, naturalmente, deve recorrer-se a uma consulta perante o aparecimento de sintomas compatíveis, como:

  • – Perda de peso.
  • – Cansaço ou apatia.
  • – Queda de pelo, especialmente à volta dos olhos e das orelhas.
  • – Lesões ou feridas que não cicatrizam.
  • – Crescimento excessivo das unhas.
  • – Gânglios aumentados de tamanho.
  • – Problemas renais.

Em resumo, tentar limitar o contacto com o mosquito na medida do possível, utilizar repelentes, recorrer à vacinação caso seja recomendada na zona, realizar consultas veterinárias periódicas e, além disso, consultar o médico veterinário se aparecerem sintomas compatíveis.

Talvez te interesse ler:

Picture of Iria

Iria

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *