É uma pergunta frequente e, até certo ponto, lógica.
Muitos gatos vivem em casas ou apartamentos, sem qualquer tipo de acesso ao exterior. Para que colocar o chip, se não se vão perder? Para que vacinar ou desparasitar, se, não estando em contacto com o exterior, não vão adoecer?
Vamos por partes.
O microchip é obrigatório por lei
Portanto, logo à partida, não haveria muito a pensar.
Mas, além disso, precisamente por serem gatos caseiros, é especialmente importante colocá-lo, porque, no caso de fugirem ou se perderem, não sabem viver na rua.
É importante que quem os encontrar possa devolvê-los à família rapidamente, e para isso é imprescindível que estejam identificados.
Não é assim tão difícil que fujam num descuido, por uma porta ou janela aberta, por pânico perante fogos de artifício ou trovoadas, ou até por um simples descuido ao chegar uma visita ou ao receber uma encomenda.
E é então que nos alegraremos por terem chip.
De um modo geral, nota-se quando os gatos são caseiros, porque se veem bem alimentados e cuidados.
Além disso (tirando o momento inicial de susto), costumam aproximar-se das pessoas, o que facilita a sua recolha, leitura do chip e devolução rápida ao lar.

Vacinas em gatos de interior
Quanto às vacinas, os gatos, mesmo sendo de interior, podem contagiar-se com doenças de forma indireta: através da nossa roupa, calçado, ou ao entrarem em contacto com pessoas ou animais que visitam a nossa casa.
Ou ao visitarmos nós outras casas ou locais com animais.
É fundamental ter em conta as possíveis (e necessárias) visitas ao Veterinário, que, ao ocorrerem, podem representar uma exposição muito importante a vírus e bactérias, especialmente perigosos para gatos não vacinados.
É importante não esquecer que as doenças contra as quais vacinamos os gatos são doenças virais graves, que nem sempre têm cura e, nalguns casos, afetam-nos para toda a vida.
O que significa que, na medida do possível, devemos tentar evitá-las.
Desparasitação interna e externa
Exatamente o mesmo relativamente à desparasitação.
Embora o risco seja muito menor do que num animal que sai ao exterior, ele existe.
Talvez não seja necessário ser tão rigoroso ou regular nas pautas se o gato for de interior.
Não há problema se a desparasitação externa se atrasar, ou até se relaxar um pouco durante algum tempo, sobretudo em épocas mais frias, quando a carga parasitária no exterior é menor.
O mesmo relativamente à desparasitação interna. Ainda que seja importante fazê-la de forma ocasional (ou, idealmente, apenas perante a presença de parasitas — para o que é necessária uma análise coprológica das fezes), não devemos esquecer que os parasitas, tanto externos como internos, podem entrar em casa de diversas formas: portas, janelas, roupa dos tutores… e talvez a via mais habitual, através de outros animais de estimação, principalmente cães.
O microchip é realmente imprescindível
Por isso, resumindo:
– Colocar o microchip o quanto antes e sempre antes dos três meses. Por norma, e sobretudo por segurança.
– Seguir o plano vacinal habitual recomendado pelo Veterinário, mesmo que não se prevejam saídas (nunca se sabe, e o perigo é enorme!).
– Desparasitar interna e externamente com alguma frequência, ainda que não seja necessário ser tão rigoroso nem medicar em excesso.
O ideal é explicar o estilo de vida ao Veterinário, que, tendo isso em conta, adaptará o plano de vacinação e, sobretudo, de desparasitação aos riscos mais prováveis, consoante a zona.
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